INFLEXÕES E REFLEXÕES SOBRE A ARTE DE VIVER - LUIZ VIEGAS
CAPÍTULO 1
Introdução
 “O caos determina o momento crucial para reagir e provocar mudanças”. Luiz Viegas

Ao sentar para escrever este livro minha cabeça fervilhava com muitas dúvidas e, ao mesmo tempo, muitas ideias. A principal dúvida pairava sobre a minha competência para levar a cabo uma missão que me parecia quase impossível. Teria eu capacidade para levar os leitores a se interessarem pelas minhas colocações? Seria eu capaz de levar mensagens capazes de ajudar, ou pelo menos levantar situações que possam provocar reflexões? Vencida esta barreira, já que o meu Ego me empurrou para diante acenando com uma competência talvez duvidosa, o passo seguinte seria definir o formato, a linha de apresentação do conteúdo, e o título. Com certeza você já deve ter lido muitos livros. Mas não sei se alguma vez parou para pensar sobre o que se passa na mente do escritor. Você sabia que no ato de escrever o autor está pensando nos seus leitores? Pois é! Tudo é feito com a intenção de agradar, questionar, levar alegria, felicidade, informação, conhecimento... Ah! Você não pode imaginar o quanto de vaidade e orgulho sentimos só de pensar que alguém irá ler o que escrevemos e, muito mais ainda, se essa pessoa se beneficiar com alguma das nossas ideias. Só isso já faz valer a pena a quantidade de horas solitárias que passamos em frente ao computador e as dores no corpo de tanto digitar. O título, formato e conteúdo Enfim, mesmo sem saber, você já estava ao meu lado todo esse tempo, muito antes deste livro lhe chegar às mãos. Por isso, acho que você merece saber alguns detalhes, mesmo que superficiais, do processo de criação. Antes de iniciar a leitura você deve ter sido atraído por algum detalhe. Terá sido o título? Para mim a escolha do título é de suma importância. Sem ele, sinto-me desorientado. Falta-me um rumo que me conduza ao objetivo e permita corrigir possíveis desvios quando me sentir perdido. E isso é o que mais acontece. A verdade é que o título é bem mais do que isso. O que é costume fazer quando se aguarda o nascimento de um filho? Escolher o nome, certo? Pois é exatamente esse o sentimento que sinto quando escolho o título de um livro. É mais um filho a ser acrescido na lista de agradecimentos. Você irá reparar também que algumas palavras que considero importantes foram assinaladas em negrito. O objetivo disso é que futuramente, após ler o livro, você possa localizá-las facilmente e refletir sobre a ideia que elas representam.

 “Inflexões e Reflexões sobre a arte de viver” – Por que escolhi esse título?

 A arte de viver - Você tem alguma dúvida de que viver é uma arte? De fato, é preciso muita arte para se viver. Ao viver você está interpretando o script do qual é o próprio autor. Esse script ficará arquivado em algum lugar do Universo. Cada dia vivido é uma nova folha. Uns têm mais, outros menos, mas você terá aproximadamente vinte e cinco mil dias para escrever esse livro. Ufa! Dá para escrever uma enciclopédia! Cada ano que passa um novo Capítulo. E o título? Ah! O título você escolherá quando for chamado pelo Criador para continuar a caminhada em outro nível de Consciência. Nesse momento, diante do seu Mestre, você será chamado a prestar contas da forma como viveu. E não adianta mentir! Está tudo ali, documentado no livro que você escreveu. A pergunta que lhe farão será algo do tipo: o que você fez da sua vida? Nesse momento de profunda reflexão, ao ver o filme completo da sua existência, você estará capacitado para definir o título da sua obra.

Inflexões e Reflexões – Dessa forma retrato o meu intento de convidar o leitor para se debruçar no conteúdo dos capítulos que já escreveu e refletir se está satisfeito com a qualidade do seu passado, ou se precisa mudar alguma coisa na forma de viver o presente para evitar um constrangimento maior na hora de responder à pergunta: O que você fez da sua vida? Quanto ao formato decidi que, sempre que possível, levaria as leitoras e leitores não apenas a refletir, mas, sobretudo a posicionarem-se em relação aos temas desenvolvidos. As reflexões apresentadas serão sempre seguidas do meu humilde ponto de vista baseado na minha experiência de vida, no conhecimento que fui colhendo ao longo dos caminhos que percorri, e nos inúmeros atendimentos que tenho feito. Em hipótese alguma minhas considerações deverão ser encaradas como as únicas verdadeiras já que, como dizia o jornalista e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, “toda unanimidade é burra”. Não desejo que concordem, mas que reflitam! E o que dizer sobre o conteúdo? Esse é o “x” da questão. Refletir sobre a vida requer muito mais do que um livro, até mesmo muito mais do que uma existência. São infinitas situações com infinitas possibilidades de soluções. Nem mesmo uma enciclopédia esgotaria tantos temas. Então, espero que a intuição me ajude a buscar no inconsciente coletivo os assuntos que possam interessar ao maior número possível de pessoas. Outra preocupação que tive foi abordar os temas mais técnicos sem descer a detalhes e explicações complicadas. Farei um alerta sempre que achar necessário um aprofundamento maior no conhecimento de algum tema específico. Ao final, farei sugestões sobre títulos de livros e sites que ajudarão a aprofundar o conhecimento. Gostaria também de mencionar que os assuntos serão abordados conforme forem surgindo as oportunidades. Isso significa que um determinado tema poderá ser abordado inicialmente, e ter continuidade ou ser concluído mais adiante, em momento oportuno. Nada diferente da vida! Os fatos não têm hora para acontecer. Como seria bom se pudéssemos parar a vida e dizer “Olha! Vê se dá um tempo! Agora não posso tratar desse assunto! Estou focado em coisas mais importantes! ”.

Será este um livro de Autoajuda?

O que você acha? Pelo que leu até aqui, você classifica este livro como de autoajuda? Sabe por que estou perguntando isso? Porque tenho colegas consultores empresariais que odeiam livros classificados como de autoajuda. Não encontro nenhuma explicação para tal ódio, a não ser por uma ponta de inveja pelo fato dos autores desse tipo de livro venderem mais exemplares do que os livros considerados técnicos, e talvez até mesmo ganharem mais dinheiro. Mas por que será que isso acontece? O lado profissional, qualquer que seja a área de atuação, é formado a partir do ser humano, concorda comigo? Será que os profissionais, vendedores por exemplo, não precisam equilibrar, primeiramente, o seu lado humano para estar em condições de absorver e aplicar todas as técnicas de vendas e negociação que lhe são ensinadas? Mas eu gostaria de fazer uma pergunta para você refletir. A pergunta é: será que existe algum livro que não seja de autoajuda? E aí, chegou a alguma conclusão? Pense, por exemplo, no último livro que você leu, tenha sido técnico ou não. Imagine que nesse livro você tenha encontrado uma dica, ou orientação, que acredite ser capaz de ajudar a modificar algum ponto nebuloso da sua da vida. Quem irá agir para fazer essas mudanças, você ou o autor do livro? É lógico que é você! Só existe um único agente de mudanças capaz de alterar o rumo da sua vida: VOCÊ! Se você não assumir o controle e decidir agir, poderá ler centenas de livros e ouvir outras tantas palestras, que nada mudará. Daí podermos concluir que toda ajuda que venha de um livro, seja qual for o seu conteúdo, é “autoajuda”.

 O Tripé do Amor Incondicional

 Quero também que me perdoem se em algum momento minhas abordagens possam parecer por demais óbvias. Ao longo da vida aprendi que o Criador, entre uma infinidade de outras características, apresenta três delas que formam o que eu chamo Tripé do Amor Incondicional. Refiro-me ao Amor, à Bondade e à Generosidade. O Criador jamais condicionaria a felicidade e a Ascensão da Consciência a ações difíceis ou impossíveis de serem realizadas. Embora cada um nasça com uma missão e lições a serem aprendidas decorrentes de seus atos em vidas passadas, para quem acredita é claro, ninguém é diferente aos olhos do Pai. Todos nascem, pelo menos a nível espiritual, com os mesmos direitos, oportunidades e recursos para evoluir. A única diferença reside no livre arbítrio com que Ele sabiamente nos dotou, através do qual temos direito de usar ou não os talentos que nos foram confiados. Infelizmente, o mesmo já não pode ser dito em relação ao nível terreno, onde muitas crianças já nascem condenadas à pobreza material e espiritual. Mas a pergunta que paira no ar à espera de uma resposta é porque eu considero óbvias as ações para a evolução espiritual. Vou responder com outra pergunta que costumo fazer em algumas das minhas palestras. Vamos à pergunta? “É evidente que todos aqui estão em busca de ascensão espiritual. Será que é necessário vir alguém como eu dizer a vocês o que podem e não podem fazer?”. Nessa hora o silêncio é total. No balançar das cabeças é possível depreender a resposta. Não! Não é necessário. E por que não? Porque cada um já traz dentro de si a chave do Amor Incondicional forjada no que considero o mais importante ensinamento de Jesus – “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Pergunto! Existe algo mais óbvio do que este ensinamento? Será necessário algum estudo mais profundo para que seja entendido e aplicado?

 “Aprender a perdoar é a preparação para a adoção de um sentimento que a humanidade ainda está muito longe de aplicar. Refiro-me ao amor incondicional”. – Luiz Viegas

 Cada um cria o seu próprio inferno! Finalmente temos um Papa lúcido! O Papa Francisco não atemoriza as pessoas "pecadoras" com o fogo do Inferno. Ser bom ou mau é questão de consciência. Se você tem um determinado objetivo na vida com certeza, em algum momento, se desviará dele. Mas, como o objetivo está bem definido e você sabe bem o que quer, corrige o rumo e toca adiante. Nossa vida, no nível em que nos encontramos, é um suceder de erros e acertos. Estamos aqui para aprender e evoluir. Cada um de nós tem plena consciência do que é certo e do que é errado. Não deveria ser necessário ninguém precisar dizer o que pode ou não ser feito, e muito menos acenar com o fogo do Inferno. Este assunto é tão importante que merece não uma, mas três reflexões. Vamos a elas? 

Primeira - Se todas as pessoas baseassem suas vidas no ensinamento que Jesus nos deixou: “Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo” o que mudaria nas suas vidas, na relação entre os povos, e na qualidade de vida de toda humanidade? 

 Segunda – Considerando os diversos níveis de consciência existentes, onde você acha haver necessidade de mais regras e leis, nos níveis mais altos ou nos mais baixos? 

 Terceira – Você acredita que no nível de consciência em que nos encontramos o Amor Incondicional é uma realidade? Você deve ter chegado a conclusões interessantes pelo que não vou me estender muito. Mas é importante fazer mais algumas considerações. Quanto à primeira reflexão, se as pessoas aplicassem de fato esse ensinamento na condução de suas vidas, a qualidade dos relacionamentos seria infinitamente melhor. Como seres ressonantes que somos, característica essa que permite atrair o que estiver na mesma frequência de vibração que a nossa, o resultado de fazer o bem seria receber o bem, e praticar o amor atrairia mais amor. Essa afirmação está embasada em uma importante Lei Universal infelizmente conhecida por poucos:

 “O Universo lhe dará mais daquilo em que você focar”.

 Isso quer dizer que se você focar no amor e na prosperidade receberá mais amor e terá maior probabilidade de prosperar. Se focar no medo, que é a outra emoção além do amor, terá maior probabilidade de atrair infelicidade, sofrimento e desamor. É por esse motivo que as pessoas acabam recebendo exatamente o contrário do que desejam para as suas vidas. Quer ver um exemplo muito comum? Os casais juram amor eterno e fazem de tudo para permanecer juntos. Até mesmo exagerar no zelo! Como exagerar no zelo estou incluindo o ciúme, por exemplo. “Amam” tanto que começam a controlar os passos da pessoa amada e tolhendo a sua liberdade com medo de perder. O medo de perder, ou até mesmo de traição, fazem com que mudem o padrão de comportamento. Focam numa possível perda. E o que acontece? Acabam perdendo! Infelizmente o atual sistema que rege a humanidade está direcionado para um mundo materialista, em que a valorização do ser humano está baseada muito mais no Ter do que no Ser. A competição, como forma de galgar postos e crescer na hierarquia social é incentivada de forma que chega a beirar a desumanidade. Governantes e empresários adotam a tática da “cenoura na frente do burrinho”, fazendo suas equipes acreditar que para vencer não basta atingir o limite. Vencedores serão sempre os fora de série, os que forem capazes de ultrapassar seus limites. Que limites são esses, ninguém sabe, ninguém diz. A única coisa que é dita é: você pode muito mais do que isso. Você pode ir muito além. A consequência dessa postura é a corrida desenfreada pela superação atrás de resultados. Marido e mulher correm, cada um para o seu lado, tentando aumentar a renda e preservar, a duras penas, o status alcançado. Perder qualidade de vida? Baixar o nível social? Colocar os filhos em escola pública? Andar de carro velho? Mudar de casa? Nem pensar! Os reflexos disso são evidentes na desestruturação das famílias, no comportamento dos jovens, nas doenças psicossociais, na insegurança e no medo em relação ao futuro. E o que o medo em relação ao futuro provoca? Necessidade de trabalhar ainda mais para garantir uma vida mais tranquila. Quando? Lá no futuro! Mas sobre a forma como lidar com o tempo passado, presente e futuro, falarei um pouco mais adiante. Você pode estar querendo perguntar o que tudo isto tem a ver com o ensinamento de Jesus – “Ame a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Eu respondo com outra pergunta: Agindo dessa forma, puramente materialista, estará a humanidade se aproximando ou se afastando da prática do amor incondicional? A resposta me parece óbvia, não é verdade? Se afastando e muito! Vamos à segunda reflexão? “Considerando os diversos níveis de consciência existentes, onde você acha haver necessidade de mais regras e leis, nos níveis mais altos ou nos mais baixos?”. E aí, a que conclusão você chegou? Como você mesmo deve ter concluído, os dois questionamentos estão interligados. Se você respondeu que nos níveis de maior consciência são exigidas menos leis, parabéns! Você acertou em cheio. A resposta também parece óbvia. Um lugar onde todos amam a Deus sobre todas as coisas, amam o próximo e amam a si mesmos com certeza não precisa de muitas leis e regras. Esse ensinamento já é a própria lei. Cada um sabe exatamente o que pode e não pode fazer. O respeito é a base do relacionamento. Diferentemente de uma sociedade onde as pessoas vivem sob o domínio do ódio, da competição e do medo. Nesses lugares, a força de polícia é imprescindível para que a ordem seja garantida. “A Paz na Terra depende da paz interior de cada indivíduo. Cada um de nós é responsável por si e pelos outros. Dessa forma, todos seremos Um!” Luiz Viegas

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