Que a lei seja dura, mas igual para todos!


Notícia - Justiça mantém preso homem que furtou R$ 10,95 em roupas

"A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie negou habeas-corpus a um homem condenado a um ano e seis meses, a ser cumprido em regime semiaberto, por ter furtado cinco blusas infantis no valor total de R$ 10,95. As peças de roupa foram devolvidas posteriormente à vítima".

Essa notícia me fez lembrar uma outra:

Diário de Cuiabá - Lavrador é preso por raspar casca de árvore

"Ele usava a casca de árvore para fazer chá para sua mulher, que está doente".

Enquanto isso, alguns aproveitadores não se contentam em tirar a casca das árvores, mas destroem toda a Floresta Amazônica. E o que fazem os políticos? Bem, os que não se aproveitam diretamente desse fato, continuam estudando uma forma para impedir o desmatamento.  Quando essa forma for encontrada, já será tarde. A maior floresta do planeta terá se transformado no maior deserto do planeta.
 
É impossível ler notícias como estas sem ser invadido por um profundo sentimento de revolta. A origem dessa revolta não é pelo valor do roubo, nem pela qualidade do roubo, e muito menos pelo fato da ministra do STF ter negado o habeas-corpus. Afinal, roubo é roubo qualquer que seja o montante.

O que revolta é a quantidade de habeas-corpus aprovados para crimes de muito maior significância e infinitamente mais lesivos. Não vem ao caso citar exemplos, mas a grande maioria dos crimes chamados "de colarinho branco" não são tratados assim, com tanto rigor.

Fico aqui me questionando sobre o que diferencia os criminosos perante a lei. Será o nível social? O poder aquisitivo? A raça? O nível cultural?

O Brasil é considerado o país da impunidade e é preciso tomar uma atitude para mudar esse desvio de caráter. Ou o Brasil acaba com a impunidade, ou a impunidade acaba com o Brasil.

Vamos combater os criminosos sim! Mas sem fazer distinção sobre o que quer que seja.
Aliás, deveria sim haver uma distinção. Todo político que cometer algum crime, seja qual for, deverá ter sua pena duplicada. Por quê?

Primeiro - Porque melhor do que ninguém, o político deve saber distinguir o certo do errado.
Segundo - Porque pela posição que ocupa, o político precisa dar o exemplo.
Terceiro - Porque na campanha política fez mil promessas. Uma delas, talvez a mais importante, foi representar e defender o povo. Não roubá-lo!
Quarto - Porque o político que se aproveita da boa fé do eleitor para tirar proveito próprio, não merece o ar que respira, e muito menos o dinheiro honesto que recebe do povo.
Quinto - Porque todo dinheiro desviado e utilizado em benefício próprio daria para dar comida, instrução e cuidar da saúde de milhões de crianças abandonadas à sua própria sorte.

Pense nisso! Lembre-se que a conformação pode ensejar o início da desintegração moral de um povo.

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