É hora de tirar as máscaras!



Notícia: Já houve pesquisas no passado que mostraram que pessoas usando capuz, onde não se dá para ver sua face, são mais propensas a cometer crimes ou se comportar mal. Segundo o site LiveScience, agora uma pesquisa da Escola de Gerenciamento da Universidade de Toronto mostrou que o mesmo pode acontecer quando o ambiente está à meia-luz ou quando a visão da pessoa está mais escurecida. Ou seja, a sensação que ninguém está olhando aparentemente nos dá a liberdade de trapacear.
Tal como um ator que usa máscaras para representar um determinado papel, as pessoas também usam máscaras (originário do grego “personas”) na vida real, para se adaptarem aos diversos meios em que vivem. Colocando máscara sob máscara, vão formando a sua personalidade. Mas, considerando que cada meio exige uma máscara — a máscara marido, amigo, profissional, pai, religioso, amante… as pessoas acabam se confundindo em relação a quem verdadeiramente são — se o pai amoroso, o marido romântico ou o executivo durão, e interpretam o papel errado nas cenas certas.
Agora vem essa notícia, reforçando a ideia de que o uso da máscara permite, à pessoa, fazer o que não faria de cara  a descoberto. A falsa sensação de que eu de máscara não sou eu, me induz a agir de forma inadequada. Outro dia filosofava eu com o amigo Eurípedes sobre o seguinte questionamento — “Vocês fazem as vossas coisas com intenção ou fazem as vossas coisas por indolência, por crença ou por hábito?”. Me valendo do resultado da pesquisa, eu responderia que nós fazemos as coisas com “máscaras”. Se pudéssemos tirar todas essas máscaras, daríamos oportunidade ao afloramento da verdadeira intenção para cada um dos nossos atos. Aí sim, teríamos mais chance de representar o real papel do nosso verdadeiro EU, interpretar o papel certo nas cenas certas e, quem sabe, atingir um nível um pouco mais elevado da nossa consciência.
Pense nisso!

Comentários

Meu amigo Viegas. Vc chegou no cerne da questão. As máscaras são as que nos impedem de conectarmos com o nosso "SER". Quando aprendemos a tirá-las, ou não usá-las, de cara limpa, então, estamos na consciência plena.
Abçs.

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